#14 – Essa seria a minha estratégia caso eu começasse hoje no LinkedIn
Esqueça o Instagram; o dinheiro de verdade está no LinkedIn.
🎧 Para ler ouvindo1: For The Fist Time, por Mac DeMarco.
Minha história com o LinkedIn é antiga.
Em 2015, vivendo no interior de Santa Catarina – onde nasci – e dando meu couro para ganhar exatos R$ 1.632,00 por mês após um reajuste (antes eu ganhava R$ 1.428,00 e o reajuste fez toda a diferença; pude assinar Netflix e Spotify e ainda sobrou um troco), decidi que queria mais; não aceitaria mais ver a vida passar pela janela de um escritório sofrendo em um trabalho que eu detestava.
Entrei no LinkedIn para fazer o que todo mundo fazia na época; atualizar o meu currículo. Meu objetivo era ser visto por alguma empresa do eixo Rio-São Paulo; talvez você que nasceu nessas bandas não saiba, mas tratando-se de Brasil, ter nascido em algum CEP destes dois estados é um baita privilégio; a gente que nasce no interior de estados que ninguém dá a mínima tem que correr o dobro; vou fazer networking onde?
Pois bem, tô eu lá em 2015 atualizando meu currículo – e aumentando feitos; “Assistente de Atendimento e Vendas” tornou-se “Núcleo de Relações com o Mercado”; soa mais chique – quando me deparo com um botãozinho que mudou a minha vida: “escrever um artigo”. Adivinha só? Eu escrevi a porra de um artigo. E outros 99.
A dinâmica do LinkedIn nessa época era diferente; os artigos tinham um alcance absurdo se você soubesse jogar o jogo e escrevesse bem – um monte de gente que produzia conteúdo nessa época não se deu bem porque não escrevia bem; e tá tudo bem; quem sabe agora estejam bombando no Tik Tok; cada um no seu rolê.
O meu rolê sempre foi a escrita.
E aí dia desses abri uma caixinha de perguntas no Instagram e recebi duas perguntas bem interessantes; as chamarei de P1 e P2.
P1: No início, quantas publicações você fazia no LinkedIn por semana?
Três artigos + um post no feed.
Como disse acima, era outra época, os artigos tinham um alcance gigantesco – caso você fosse bom.
Eu escrevia esses artigos no meu tempo livre, ou seja, nas horas que sobravam quando eu não estava naquele emprego que me pagava R$ 1.632,00.
Exatos 100 artigos depois, saí na lista de Top Voices do LinkedIn e tomei coragem para fazer algo que eu deveria ter feito há tempos: me demitir e trabalhar de forma autônoma.
Dez anos depois de eu ter saído na lista, a Luciana Costa, uma das primeiras cliente da Mentoria Monetize, passou o ano inteirinho de 2025 empenhada publicando dois posts no feed por dia e foi recompensada tornando-se também uma das Top Voices do LinkedIn – segundo ela me contou dias desses, as DMs com os mais variados convites não pararam desde então; tô falando, o dinheiro de verdade está no LinkedIn!
P2: Se você estivesse começando no LinkedIn hoje, qual seria a sua estratégia?
Faria um 80/20 da seguinte maneira:
– 80% do conteúdo numa pegada mais generalista para crescer a base (frases de efeito, assuntos do momento, desenvolvimento pessoal – com uma pegada mais vulnerável –, produtividade; os dois últimos porque a galera do LinkedIn é viciada nesse rolê de aprendizados e são temas que podem ser úteis em qualquer área).
– 20% de conteúdo mais técnico sobre a minha aérea de atuação para construir a imagem de que sou uma autoridade no assunto e sei do que estou falando. Esse conteúdo tende a ter muito menos engajamento (não se apegue ao número de likes, a mágica acontece nas DMs), mas é fundamental para que futuramente você seja lembrado(a) quando alguém precisar de um(a) profissional da sua área.
No que diz respeito aos formatos, eu apostaria em três posts generalistas no feed (imagens, texto simples e/ou carrossel; pode ser uma coisa bobinha, tipo a frase “nenhum CNPJ vale um AVC” – já postei isso umas duas vezes, confesso) por semana e um post no feed e/ou um artigo na newsletter para reforçar a autoridade.
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